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Histórias

Colecionar arte também é colecionar histórias

Entre o encontro com uma obra e sua chegada à parede, existem viagens, coincidências e acontecimentos que a ficha técnica não registra.

20 de setembro de 20262 min de leitura
Obra Abacaxi, do acervo da The — Gallery 42

A obra é parte de uma história maior

Ao olhar para algumas obras do acervo, é difícil separar a imagem da maneira como elas chegaram. Ficam na memória o lugar do encontro, quem apresentou o artista, o momento vivido e, em alguns casos, toda a logística necessária para fazer o trabalho chegar em casa.

Foi desse desejo de preservar o percurso que nasceu a série Histórias das Minhas Obras.

Um acervo de acontecimentos

A primeira história envolve Portugal, uma bicicleta, um cofre e uma viagem de volta ao Brasil em um assento exclusivo. Resumida assim, a sequência parece improvável. Contada com calma, ela revela as decisões, os desvios e os cuidados que passaram a acompanhar a obra.

A proposta da série não é apenas catalogar trabalhos. É registrar aquilo que normalmente fica fora do enquadramento e não aparece quando vemos a obra pronta na parede.

O que a ficha técnica não conta

Ano, técnica, dimensões e edição ajudam a identificar uma obra e compreender sua materialidade. Mas esses dados não dizem quem estava presente no primeiro encontro, por que a compra aconteceu naquele momento ou quais obstáculos surgiram durante o transporte.

Essas lembranças não substituem as informações técnicas nem a trajetória do artista. Elas acrescentam outra camada: a relação entre a obra e quem passou a conviver com ela.

Por que registrar essas memórias

Com o tempo, detalhes importantes podem se perder. Guardar essas histórias ajuda a preservar a origem de cada encontro e a entender como o próprio acervo foi se formando.

Também revela que colecionar não é uma experiência abstrata. Há deslocamentos, conversas, decisões, afetos e imprevistos envolvidos. Cada trabalho ocupa um lugar no conjunto, mas também carrega um percurso particular.

Uma série em continuidade

No Instagram, cada episódio pode começar com uma imagem ou um acontecimento. Aqui no Feed, a história encontra espaço para ganhar contexto, registros e conexões com o artista e com outras obras.

Aos poucos, Histórias das Minhas Obras se transforma em um diário do acervo da The — Gallery 42: não apenas do que foi reunido, mas de tudo o que precisou acontecer para cada obra chegar até aqui.

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